Bastonadas não constroem casas

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Casa Para Viver condena a violência policial no Porto, que deixou 35 feridos, e convoca uma Assembleia Popular da Habitação para domingo, 18 de outubro, às 15h, no Largo de São Domingos em Lisboa.

O Vida Justa é um dos principais dinamizadores das manifestações da habitação promovidas por uma plataforma de muitas organizações, Casa Para Viver.

35 feridos. É este o saldo da carga policial sobre quem saiu à rua no Porto para exigir aquilo que a Constituição garante a todos: o direito a uma casa. Para a Casa Para Viver, a mensagem do Governo e da Câmara Municipal do Porto ficou clara: quando faltam casas, sobram bastonadas.

Enquanto os preços e as rendas não param de subir, jovens, trabalhadores, estudantes, famílias e idosos são empurrados para fora do Porto e de todo o país. Perante esta crise, nem o governo nem a câmara apresentam uma política de habitação digna desse nome. Mas, quando as pessoas se organizam de forma pacífica para a exigir, não faltam mãos para as reprimir.

A violência policial exerce-se repetidamente nos despejos nos bairros e periferias.

O governo de Luís Montenegro dá dinheiro aos especuladores e manda a polícia reprimir e tem a lata de apelidar os manifestantes de “egoistas”.

«Não há polícia que resolva a falta de casas. O que se viu no Porto foi o poder a proteger a especulação imobiliária, e não as pessoas que lá querem continuar a viver», afirma a Casa Para Viver. «Basta de repressão. Basta de leis feitas para encher os bolsos dos especuladores.»

Assembleia Popular da Habitação. Para lutar para uma política de habitação que resolva os problemas de quem vive e trabalha em Portugal e em solidariedade com os manifestantes do Porto, a Casa Para Viver chama todas e todos a juntarem-se numa assembleia aberta, para denunciar políticas que só garantem casas aos fundos imobiliários e aos mais ricos – e para organizar a resposta.

  • Quando: domingo, 18 de outubro, às 15h00
  • Onde: Largo de São Domingos em Lisboa
  • Quem: aberta a toda a população

Rumo a 14 de novembro. A assembleia é também o ponto de partida para as grandes manifestações de 14 de novembro, em todo o país. A Casa Para Viver apela a todos os que querem uma outra política de habitação sem repressão policial o para que se mobilizem, com três exigências claras:

  • Parar a lei dos despejos;
  • Travar os aumentos do preço da habitação;
  • Pôr fim à repressão de quem luta pelo direito à casa.

AS CASAS SÃO PARA VIVER!

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